Cobrar o empregador pelo crescimento na carreira é um comportamento comum a muitos profissionais. Eles acreditam que é obrigação da empresa dar cursos, pagar eventos e investir no autodesenvolvimento de seus funcionários.

De fato, o líder tem um papel fundamental para criar as condições necessárias para que sua equipe potencialize competências para entregar resultados cada vez melhores.

Mas, diante das mudanças do mercado de trabalho e da alta competitividade entre profissionais das mais diversas áreas, é preciso olhar para dentro: ninguém melhor que você para ser protagonista desta jornada.

Então, por que não assumir o controle da sua carreira ao invés de terceirizar essa responsabilidade para o seu gestor? Certamente ele vai se surpreender com a sua atitude, mesmo que você seja um profissional que realmente veste a camisa da empresa.

Agora, antes de pesquisar cursos e outras qualificações, convido você a entender mais sobre a importância do autodesenvolvimento. Motivo: como coach, vejo que muitos profissionais sentem vontade de melhorar e alavancar seus talentos, mas poucos estão seguros sobre o que deve ser feito.

Preparei este conteúdo para facilitar suas escolhas e prevenir a estagnação.

O que é autodesenvolvimento? [H2]

Antes de explicar o que é autodesenvolvimento, é preciso entender o significado do autoconhecimento. Tudo está interligado. Concorda que quem não se conhece bem tem dificuldade para identificar e entender o que pode ser melhorado?

Então, aí está a importância de se autoconhecer para se autodesenvolver da melhor forma possível.

Autodesenvolvimento pode ser entendido como uma característica comum a pessoas proativas, que têm sede pelo conhecimento e pelo estudo de novas soluções para os desafios do ambiente de trabalho.

Alguns especialistas também a apontam como uma habilidade profissional que permite uma análise mais assertiva sobre as exigências do mercado de trabalho.

Algo que impulsiona as chances para você seja bem-sucedido e encontre a autorrealização na carreira escolhida.

Como tornar esta habilidade parte de você

Não é preciso muito para alavancar sua capacidade de autodesenvolvimento. Veja a seguir:

  • Abandone a zona de conforto: assuma atividades que não são familiares a você. Além de aprender coisas novas, descobrirá habilidades que nem sequer imaginava possuir.
  • Seja curioso: pense em soluções diferentes, escute opiniões divergentes e estude sobre as principais tendências do seu setor de atuação.
  • Não se conforme diante dos objetivos alcançados: descubra como ir mais além e ter crescimento exponencial.

Como descobrir se é hora de exponencializar sua carreira

Tem dúvidas sobre o próximo passo a ser dado dentro de sua carreira? Então, pode ser um bom momento para refletir se é hora de buscar o autodesenvolvimento, embora essa habilidade seja fundamental para o profissional do futuro.

Vamos a um exercício prático e rápido? Vou fazer algumas perguntas, você vai refletir sobre elas e, logo depois disso, vou propor uma sugestão sobre o que pode ser feito. Vamos lá?

  • Você sente que está realmente preparado e seguro para desempenhar a sua função em seu ambiente de trabalho atual?
  • Tem todos os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para trabalhar com alta performance em seu dia a dia?
  • Está suficientemente atualizado sobre as exigências do mercado de trabalho em relação à sua profissão?
  • E sobre as exigências do futuro?

Agora, vamos à sugestão: se você respondeu “não” ou se sentiu pelo menos um pouco inseguro ao responder a essas perguntas é hora de correr atrás. Lembre-se que isto não pode ser feito por ninguém, depende apenas de você.

A hora é agora: 7 dicas úteis para potencializar o seu autodesenvolvimento

Embora muitas pessoas relacionem o autodesenvolvimento com o aprendizado adquirido em sala de aula, ele vai muito além disso.

Isso porque existem diversas formas de se autodesenvolver e, embora pareça difícil dar o primeiro passo, depois que você descobre que é capaz de mudar, sente vontade de ser cada vez melhor!

Lembro quando comecei a praticar corrida. Nas primeiras tentativas, sentia dores no joelho, falta de ar e muito cansaço depois de percorrer alguns poucos metros. A vontade de “deixar para lá” era enorme! Mas procurei me informei, consultei um especialista e, sem desistir, mantive a rotina de calçar meus tênis pelo menos 2x por semana.

Aprendi – e hoje tenho motivação para seguir aprimorando minha técnica porque, enxergo resultados em vários aspectos da minha vida.

Compartilho, a seguir, algumas estratégias para ajudar você a conquistar conhecimento, inclusive, em suas próprias experiências diárias.

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1. Descubra o seu estilo de aprendizagem

Os psicólogos Peter Honey e Alan Mumford identificaram em um de seus estudos quatro estilos de aprendizagem distintos: ativo, pragmático, reflexivo e teórico. Saiba mais sobre as principais características de pessoas que assimilam cada um deles a seguir.

Ativo

  • Comunicação, criatividade, inovação, liderança e protagonismo são suas principais palavras-chave;
  • Conseguem assumir várias atividades ao mesmo tempo;
  • Gostam de viver novas experiências e novos desafios;
  • Não são céticos, em geral, e costumam se entusiasmar com novidades;
  • São mais racionais, porque agem antes e só depois avaliam consequências.

Pragmático

  • Agilidade, capacidade analítica e metódica, objetividade, organização, praticidade e técnica são seus principais pontos fortes;
  • Estão sempre em busca de novas ideias para aperfeiçoar suas atividades;
  • Gostam de entender e examinar as coisas para entender melhor sobre como funcionam;
  • Não têm paciência para discussões longas e prolixas;
  • Têm confiança sobre os projetos pelos quais são atraídos.

Reflexivo

  • Consciência, cuidado, detalhismo, discrição, investigação e prudência são suas principais características;
  • Gostam de trabalhar com dados e de refletir sobre eles antes de propor qualquer solução;
  • Preferem se distanciar das situações para observar seus detalhes ainda melhor e refletir sobre causas e consequências;
  • São extremamente observadores e pacientes, preferem analisar diversos ângulos antes de tomar decisões;
  • Têm os ouvidos atentos para compreender o tema em discussão antes de se pronunciar.

Teórico

  • Crítica, cronograma, disciplina, metodologia e planejamento são seu norte;
  • Têm facilidade para conectar fatos aparentemente desconexos para a maioria das pessoas;
  • Não descansam até que tudo faça sentido;
  • São analíticos, perfeccionistas e racionais;
  • Sentem-se desconfortáveis em situações de divagação ou julgamentos subjetivos.

2. Avalie também as suas preferências de aprendizado

Outro método interessante para promover o autoconhecimento foi desenvolvido pelo casal Rita e Kenneth Dunn e se chama Learning Styles Inventory (LSI).

Funciona como uma forma eficiente de replanejar o ambiente de sala de aula a partir da avaliação das preferências dos alunos para o aprendizado. Mas também pode ser usado para empresas.

Nele, são avaliadas as seguintes áreas: ambientais, emocionais, sociológicas, fisiológicas e psicológicas.

Faça o teste aqui.

3. Desafie-se

Sair da zona de conforto pode parecer desconfortável em um primeiro momento, mas basta persistir para que novas atividades se tornem hábitos.

No entanto, quebrar padrões e buscar projetos ou até mesmo jogos que exercitem sua criatividade já é um bom começo.

4. Pratique a autoanálise constantemente

Antes de dormir, procure analisar quais desafios conseguiu cumprir, quais comportamentos ou atitudes poderiam ser diferentes e o que pode ser melhorado.

Tenha claro para você o que você deseja para a sua vida e se dedique ao autodesenvolvimento para se tornar um profissional cada vez melhor!

5. Observe mais a história das pessoas que estão ao seu redor

Ao contrário do que muitos pensam não são apenas as pessoas bem-sucedidas que devem ser observadas, mas também aquelas que ainda não conseguiram alcançar êxito.

Procure observar a história de cada uma delas, o que fizeram e onde acertaram ou erraram para estar na situação em que se encontram. Essa também é uma forma de descobrir os caminhos mais viáveis para você.

Outra boa dica é buscar mentores: pessoas que já têm experiência em sua área de atuação e que podem ajudar você a descobrir o caminho das pedras.

6. Procure refletir sobre tudo o que vivencia

Estimule o seu cérebro constantemente para potencializar o aprendizado. Afinal, como grande parte dos órgãos e músculos do corpo, se não recebe estímulos pode atrofiar.

Curiosidade à parte, existem até mesmo pesquisas que mostram que passar muito tempo sentado está ligado à atrofia cerebral.

Se está se perguntando sobre como estimular o cérebro, aqui vão algumas dicas extras, além da prática de exercícios físicos:

  • vivencie com atenção cada momento do seu dia;
  • pense e reflita mais sobre as suas escolhas;
  • busque conhecimento e pense em formas de colocar tudo o que aprende em prática.

7. Viva novas experiências

Experimentar coisas diferentes, como por exemplo cursos, situações ou até mesmo esportes são formas de sair da zona de conforto e se autodesenvolver ainda mais. O mesmo vale para a aquisição de conhecimentos: ler, ir ao cinema ou viajar. Cultura nunca é demais e ainda abre os horizontes.

Com essas dicas você tem tudo o que precisa para iniciar uma incrível jornada pelo autoconhecimento e autodesenvolvimento. Se tiver qualquer dúvida ou quiser ajuda para se sentir mais confiante e seguro neste processo é só entrar em contato!

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